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História e Ídolos do futebol goiano

Mulheres goianas no futebol: jogadoras de Goiás que chegaram a grandes clubes e à Seleção

Pimenta, Clarinha, Gabriela Leveque, Mariana Matos e outras trajetórias mostram como Goiás passou a revelar mulheres para clubes nacionais e seleções de base.

Por Redação Canal da Bola

O futebol feminino de Goiás já não pode ser contado apenas pelos campeonatos disputados dentro do Estado. Uma geração de atletas nascidas ou formadas em território goiano passou a aparecer em clubes de outros centros, seleções de base e competições nacionais. Pimenta, Clarinha, Gabriela Leveque e Mariana Matos representam caminhos diferentes dessa mesma transformação: começar perto de casa, encontrar espaço competitivo e avançar para ambientes cada vez mais exigentes.

Essas histórias também ajudam a corrigir uma percepção antiga de que o futebol feminino goiano seria apenas um cenário local. Em 2026, enquanto o Planalto conquistou acesso à Série A2 nacional, jogadoras com ligação direta com Goiás já estavam espalhadas por estruturas de clubes como Atlético-MG, Benfica, Santos e Corinthians. A combinação de calendário estadual, categorias de base e oportunidades fora do Estado começa a formar uma rota mais clara para meninas que querem seguir no esporte.

Pimenta: de Sanclerlândia para o ataque do Atlético-MG

Maria Eduarda Alves Pimenta nasceu em Sanclerlândia, no interior de Goiás, em 14 de outubro de 2003. A própria apresentação do Atlético-MG registra passagens por Campineira, Aliança, Santos, Flamengo e América antes da chegada às Vingadoras para a temporada de 2026. O percurso mostra como o futebol feminino exige mobilidade: ainda jovem, a atacante precisou circular por diferentes projetos até alcançar uma equipe de grande estrutura nacional.

No Flamengo, Pimenta acumulou títulos de base e estaduais. Em 2026, ganhou protagonismo ofensivo no Atlético-MG. Em matéria publicada pelo clube em junho, aparecia com oito gols em 13 partidas e como artilheira da equipe naquele recorte da temporada. O Atlético também conta que ela começou como meio-campista e passou a atuar mais adiantada, mudança que potencializou sua presença perto do gol.

A goiana já teve passagem pela Seleção Brasileira Sub-20. Para quem acompanha formação, o caso é importante porque mostra que uma carreira não precisa ser linear: posição, clube e função podem mudar até a atleta encontrar o espaço em que consegue render melhor.

Clarinha: de Inhumas para a Seleção Sub-20

Ana Clara, a Clarinha, nasceu em Inhumas e transformou uma convocação da Seleção Brasileira Sub-20 em um momento especial justamente em Goiás. Em outubro de 2025, a CBF destacou que a meio-campista marcou em Goiânia, contra o México, em sua estreia pela categoria. Jogar pela Seleção perto da cidade onde nasceu criou uma ligação simbólica entre a formação no Estado e a camisa do Brasil.

A trajetória de Clarinha reforça a importância de as atletas goianas serem acompanhadas também quando deixam o futebol local. O desenvolvimento de uma jogadora passa por competições mais fortes, treinamento diário e exposição internacional. Quando uma atleta de Inhumas chega a uma seleção nacional de base, a referência volta para quem está começando: existe um caminho possível, mesmo que ele exija sair cedo do mercado regional.

Gabriela Leveque e o caminho até o Santos

Gabriela Leveque é outro nome ligado à capital goiana. Em reportagem publicada em 2024, o Mais Goiás registrou sua formação desde o futsal em Goiânia, passagens por projetos locais e pelo Aliança, até a ida ao Santos ainda adolescente. Naquele momento, a jogadora já tratava a Seleção Brasileira como um objetivo de carreira.

O caso de Gabriela evidencia algo comum na formação feminina: muitas meninas começam no futsal ou em equipes mistas antes de encontrar uma categoria de campo estruturada. Esse percurso pode desenvolver domínio de bola e tomada de decisão, mas também revela por que a ampliação de competições femininas de base em Goiás é tão importante. Quanto mais opções existirem dentro do próprio Estado, menos a atleta dependerá de uma mudança precoce para continuar jogando.

Mariana Matos e a nova geração

Mariana Matos aparece entre os nomes da geração mais nova. Em junho de 2026, a CBF incluiu a meio-campista do Corinthians em convocação da Seleção Feminina Sub-15 para período de treinamento na Granja Comary. Antes da ida para São Paulo, a jogadora teve formação ligada ao futebol e ao futsal de Goiás, um exemplo de como a observação de talentos começa cada vez mais cedo.

Convocações nessa idade não significam uma carreira garantida. Elas representam uma etapa de avaliação e desenvolvimento. Para famílias e atletas, a leitura correta é acompanhar evolução, ambiente de treino, escolarização e continuidade competitiva, e não transformar uma primeira chamada em promessa de profissionalização.

O que mudou para as meninas que começam em Goiás

A estrutura ainda está longe de ser equivalente à do futebol masculino, mas o cenário de 2026 oferece mais referências do que havia alguns anos atrás. A Federação Goiana de Futebol mantém competições femininas de base e adulto, clubes como Aliança, Flugoiânia, Planalto e Vila Nova participam do calendário estadual, e o Planalto conquistou em agosto o acesso à Série A2 de 2027. Esse conjunto cria mais partidas oficiais e mais oportunidades de observação.

Para uma menina que deseja jogar, o melhor ponto de partida é identificar clubes e projetos que realmente participam de competições, confirmar avaliações nos canais oficiais e evitar promessas de vaga garantida mediante pagamento. O futebol de base exige tempo, treinamento e acompanhamento; não existe atalho sério que substitua desempenho.

Por que registrar essas trajetórias

Conhecer as jogadoras também fortalece a modalidade. Quando o torcedor encontra informações sobre cidade de origem, formação, clubes e seleções, a atleta deixa de aparecer apenas quando faz um gol importante. Ela passa a ter uma história identificável, conectada ao futebol goiano e às novas gerações.

O Canal da Bola acompanha esse movimento junto ao especial sobre futebol feminino em Goiás e à cobertura do Planalto no Brasileiro Feminino A3. A evolução da modalidade depende de calendário, formação e visibilidade — e as trajetórias individuais mostram, na prática, onde essas três pontas se encontram.

Fontes consultadas

Redação Canal da Bola

Redação do Canal da Bola, dedicada à cobertura, à memória e aos personagens do futebol goiano.

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